14 de setembro de 2011

A vida , a história ... a memória'

..Renato Manfredini Júnior, mais conhecido como Renato Russo, É considerado o maior compositor do rock brasileiro.
..Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual perdurou durante ..quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que haviam entre ele e o .baterista Fê Lemos.
..Alguns anos depois, em 1982, integrou a banda Legião Urbana e permaneceu ..até sua morte, em 11 de outubro de 1996.
..Até os seis anos de idade, Renato sempre viveu em Brasília junto com sua .._família.
..Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, na Ilha do Governador.
..Em1967 mudou-se com sua família para Nova York, pois seu pai, funcionário ..do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco naquela cidade,
..onde foi introduzido à língua e cultura norte-americana. Aos nove anos, em ..1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar na casa de seu tio ..Sávio numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.
Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos,
Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea.
Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia.
Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos.
Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado de Fê Lemos, Flávio Lemos e André Pretórios.
Durou quatro anos, de 1977 a 1982, terminando por brigas entre Fê e Renato. O Aborto Elétrico foi a semente que deu origem à Legião Urbana e ao Capital Inicial.
Após o fim do Aborto, Renato vira o Trovador Solitário. Até que ele percebe que é melhor fazer uma banda.
E forma a Legião em 1982, com Eduardo Paraná na guitarra, Paulo Paulista nos teclados, Marcelo Bonfá na bateria e Renato no baixo.
Depois de um tempo, Paulo e Paraná resolvem sair.
Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico à frente da banda Legião Urbana, sendo compositor de praticamente todas as letras.
Através do grupo, que ainda tinha Dado Villa-Lobos (guitarra), Renato Rocha (baixo de 1984 a 1988) e Marcelo Bonfá (bateria),
Renato passou a ser reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro.
No dia 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do cantor, Dado e Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das atividades do grupo.
Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 15 milhões de discos no país durante a vida de Russo.
Mais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos.
Renato Russo morreu, pesando apenas 45 quilos, em consequência de complicações causadas pela AIDS (era soropositivo desde 1989),
mas jamais revelou publicamente sua doença. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

O pai de João de Santo Cristo



Quem ouve atentamente a música Faroeste Caboclo logo percebe que o pai de João de Santo Cristo é determinante no destino do personagem. Toda a revolta pela vida dura e sofrida ganha ainda mais força quando o pai é executado com um tiro de soldado. Esse evento marcaria a trajetória de Santo Cristo para sempre…
Para dar vida a esse personagem tão emblemático o ator Flávio Bauraqui foi chamado “aos 45 do segundo tempo”. O ator diz que quando soube das filmagens de Faroeste Caboclo pensou: “como eu gostaria de fazer esse filme”. No entanto, com o projeto já em fase adiantada imaginou que não teria essa oportunidade. “Mas existem trabalhos que escolhem você”, ensina. “E esse foi um deles”.
Flávio conta que ao chegar ao set e conhecer a equipe, teve a certeza de que o filme seria um sucesso. “Dava para sentir a energia boa que havia entre todos. E a gente sente quando um trabalho vai dar certo”, revela. O ator reencontrou ali seu amigo Fabrício Boliveira e fez outros tantos.
Embora nunca tivesse filmado do nordeste (as cenas de infância de JSC foram realizadas na cidade de Pau Ferro, PE; Em breve post sobre o assunto), o gaúcho Flávio disse que sentiu uma forte sensação de brasilidade. “Havia algo de muito humano ali, uma coisa de gente brasileira mesmo, que o cinema atual está resgatando”, comemora.
Com o preparador de elenco Sérgio Penna, Flávio dividiu a preocupação de entender os “porquês” de Santo Cristo. Como já sabia o que viria a ser o personagem, quis compreender as motivações de Santo Cristo. E isso despertou no ator um forte sentimento de paternidade, que se estendeu para além das câmeras. “Eu fiquei muito apegado aos meninos (os gêmeos Marquito e Tony, que interpretam JSC criança). Tinha aquela coisa de proteger, até mesmo para atravessar a rua, eu cuidava deles, dava a mão”, relembra.
Essa sintonia pode ser sentida nas cenas. Flávio conta que mesmo naquele contexto árido dos personagens, o pai fazia questão de passar valores ao filho. “O pai ensinava ao filho que não podia agir errado, que não podia roubar. Não queria que o filho fosse um ladrão”. Assim como a mãe, o pai também sonhava coisas melhores para o filho.
Ator para todos os formatos, Flávio já fez diversos trabalhos em televisão e teatro. No cinema já fez filmes como Meu nome não é Johnny, Madame Satã, Quincas Berro D´Água, Quase dois irmãos, entre vários outros. Faroeste Caboclo tem um gostinho especial, já que Flávio é fã de Legião e de Renato Russo, que considera um grande “cantador de histórias, de histórias brasileiras”, revela.
Se prefere cinema, teatro ou TV? O ator responde que gosta de bons personagens, venham de onde vierem. “Tive sorte, quase todos os que fiz até hoje eram desse tipo”. Flávio tem agora mais um para a coleção.